domingo, 6 de janeiro de 2008

Há um sítio onde gosto de ir. Mas é longe e não dá para ir de carro. Caminho pela areia. É à beira-mar. Sinto hostilidade no mar. As ondas enrolam e cospem os grãos de areia. Não se vê ninguém até á linha do horizonte. Respiro profundamente com os olhos fechados e encho os pulmões. Fico assim até sentir a serenidade tomar lugar à ansiedade. É fim de tarde. Regresso e sinto a escuridão a cercar-me. A loucura por perto. O pânico, misturado com fugazes momentos de máxima lucidez. É perigosa, a loucura. Há um ponto onde se chega e não há mais respostas. É como chegar ao final do caminho e saber-se que não se pode avançar mais. Descontraio-me. Respiro suavemente. Creio que a loucura se afasta.


E não sei que mais. Não me recordo. Creio que continuei a caminhar.



4 comentários:

Jo disse...

ah, as misturas de cor(es)...

;)

beijo* e boa semana!

Abssinto disse...

Já viste o que seria de nós sem esses escapes?

L'etranger disse...

mariazinha
e são tantas!Infinitas!
Beijo

abssinto
esses e este.Fragmentos dispersos?...

Ás de Copas disse...

E tu deixas a loucura ir assim? De ânimo leve?